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Todo mundo confunde, mas alergia ao leite de vaca é DIFERENTE de intolerância à lactose!

A intolerância à lactose é a dificuldade de digestão de leite, por falta/ausência de produção de lactase (enzima que digere a lactose, que é o açúcar do leite). Afeta crianças e adultos.

Alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é uma reação alérgica ao leite. Mais comum até 3 anos de vida (pode afetar 5% dos bebês), devido à imaturidade do intestino dos bebês e a exposição precoce ao leite de vaca. É rara em adultos.

Intolerância à lactose

Sintomas: dor na barriga, gases, diarréia, vômitos, dificuldade em ganhar peso (sintomas gastrointestinais)

Diagnóstico: teste tolerância oral (mais comum) – ingere-se a lactose em jejum, e a glicose é dosada no sangue por 1 hora e meia. Se não houver alteração, a pessoa é intolerante à lactose – não digere a lactose.

Nesse caso basta substituir o leite e seus derivados por versões com redução ou zero lactose, conforme orientação do médico e/ou nutricionista.

 Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV)

Sintomas:
– Gastrointestinais: regurgitação, vômitos, cólicas, dificuldade para engolir, falta de apetite, diarréia, sangue nas fezes, intestino preso, assadura perianial

– Respiratórios: coriza, obstrução nasal, tosse, chiado no peito

– Pele: urticária (placas vermelhas na pele), inchaço dos lábios e dos olhos, coceira nos olhos/pele, dermatite atópica (pele grossa, descamação, feridas), olhos vermelhos e lacrimejantes

– Outros: dificuldade em ganhar de peso e crescer, anafilaxia (dificuldade para respirar, queda de pressão e, em casos graves, fechamento da garganta)

Diagnóstico de APLV: história do paciente, teste cutâneo, exame de sangue (IgE específico), em alguns casos endoscopia com biópsia. Às vezes o diagnóstico é através de provocação oral.

IMPORTANTE: provocação oral só deve ser realizada em hospitais com estrutura para emergências. Não faça o teste em casa!

Bebês em aleitamento materno exclusivo também podem ter alergia ao leite de vaca (quando a mãe consome leite).

Tratamento de APLV: SUSPENDER o leite e todos os seus derivados da dieta.

Se a criança estiver em aleitamento materno, a mãe deverá fazer a dieta isenta de leite, por tempo determinado pelo médico.

Se usa fórmula láctea, será indicada fórmula específica (extensamente hidrolisada, de aminoácidos livres, ou soja – conforme cada caso).

Leia os rótulos dos alimentos!!

A proteína do leite está presente em: caseina, caseinato, lactose, lactoglobulina, lactoalbumina, lactoferrina, gordura de manteiga, óleo de manteiga, éster de manteiga, gordura anidra de leite, lactato, soro do leite, whey protein, fermento lácteo, cultura inicial de ácido lático fermentados em leite ou soro de leite, composto lácteo, mistura láctea, proteína láctea do soro do leite microparticulada, diacetil.

Aditivos que podem conter traços de leite: Corante, aroma ou sabor natural de manteiga, margarina, leite, caramelo, creme de coco, creme de baunilha, iogurte, doce de leite e de outros derivados de leite.

→A falta de leite na dieta pode causar carência de cálcio, vitamina D, riboflavina e outras proteínas.

 Essas orientações NÃO substituem a consulta médica.

Fonte utilizada: Pediatra Marina Teramae – www.blogrecheiodainfancia.com.br

 

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