Hoje neste dia tão especial onde se homenageia as mulheres, não iremos dar dicas, não iremos ensinar truques de beleza e não facilitaremos o seu dia indicando produtos para qualquer fim. Hoje queremos falar de grandes mulheres que ajudaram e ainda ajudam a mudar e melhorar o mundo, mulheres guerreiras, inspiradoras e incrivelmente espetaculares.

MARGARET THATCHER

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Primeira mulher a comandar uma potência econômica e política, Margaret Thatcher foi primeira-ministra da Grã-Bretanha entre 1979 e 1990. Venceu a Guerra das Malvinas em 1983 e é tida como um dos maiores ícones do pensamento neoliberal. Os soviéticos a apelidaram de “Dama de Ferro”. Thatcher morreu em 2013, aos 87 anos. A causa da morte da ex-premiê, segundo seu porta-voz lorde Bell, foi um derrame cerebral. Ela já havia deixado a vida pública em 2002 por causa de um outro derrame.

HEBE CAMARGO

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Amada por todos, Hebe tem sua história confundida com a da própria televisão brasileira. Hebe surpreendeu em 2008, quando anunciou que estava lutando contra um câncer. Aos 81 anos, a apresentadora se curou da doença, trocou de emissora (saiu do SBT e foi para a Rede TV) e começou uma nova etapa em sua vida, mostrando que a idade não é motivo para parar, nunca.

ANGELINA JOLIE

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Angelina é o exemplo de como a beleza pode ser superada pela competência. Linda como sempre, a atriz é mais do que consagrada como uma das principais de sua geração. Mas Angelina já afirmou mais de uma vez que a carreira não é seu papel principal. Mãe de seis filhos (Zahara, Madoxx, Pax Tien, adotados; e Shiloh, Knox e Vivienne, naturais), mulher de Brad Pitt, um dos mais cobiçados partidos de Hollywood, ela se desdobra para garantir toda a atenção do mundo à família. Como se fosse pouco, Angelina ainda arranja tempo para partir em missões humanitárias como embaixadora da Boa Vontade da ONU. Tudo o que ela faz é do bem.

MONJA COEN ROSHI

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Cláudia Dias Baptista de Souza, conhecida como Monja Coen Roshi, é uma monja zen budista, brasileira e missionária oficial da tradição soto shu com sede no Japão. É também fundadora da Comunidade Zen Budista em São Paulo. Sua família é muito conhecida em São Paulo e são grandes proprietários de terras.

A Monja Coen, antes de ser religiosa foi uma repórter em diversos jornais do Brasil. Liderou diversas atividades no Templo Busshinji, tornando a primeira mulher e a primeira monja de descendência não-japonesa a assumir a Presidência da Federação das Seitas Budistas no Brasil, e é muito conhecida por palestrar, e participar de reuniões e diálogos inter-religiosos, promover a Caminhada Zen em parques públicos e ter muitos projetos com objetivos ambientais e de paz.

PAGU

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Jornalista, namoradeira e comunista. Patrícia Galvão, conhecida pelo apelido de Pagu, tinha a fórmula perfeita para enfurecer os mais conservadores no começo do século 20. Tanto fez que foi diversas vezes presa e até torturada pela ditadura na era Vargas. Casou-se com o escritor Oswald de Andrade – que se separou de Tarsila do Amaral para ficar com ela. Além de tudo isso, ainda era desenhista, tradutora e escritora de romances. Pagu era incansável.

OPRAH WINFREY

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São 25 anos à frente do programa mais influente da TV norte-americana. Mulher, negra e fora dos padrões mais extremos de beleza, Oprah superou todo e qualquer preconceito para reinar absoluta na mente dos americanos com seu carisma contagiante. A apresentadora sempre apoia projetos e políticos, muitas vezes influenciando os rumos da história de seu país com seu aval. Obama que o diga: dizem que seu apoio ao presidente norte-americano rendeu mais de um milhão de votos ao partido nas eleições congressistas. Esta, diz ela, é a última temporada de seu programa. Isso porque em breve a apresentadora deve lançar seu próprio canal televisivo nos Estados Unidos.

MARTA SUPLICY

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A sexóloga brasileira quebrou tabus e levantou polêmicas ao discutir temas como orgasmo na televisão, no programa matinal TV Mulher, da Rede Globo, exibido entre 1980 e 1986.

MADONNA

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Cantora, atriz, dançarina, empresária, mãe… não há o que Madonna não possa fazer. Ambiciosa, ela nunca se contentou em ser apenas a rainha do pop. Quer mesmo fazer a diferença em todos os sentidos. Seu estilo camaleoa e suas músicas são incansavelmente copiados pelas novas divas do pop, mas Madonna não passou o bastão, ela continua no reinado. E promete inovar cada vez mais.

BRIGITTE BARDOT

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Sex simbol dos anos 60, Brigitte Bardot conseguiu a façanha de desviar as atenções de Hollywood para o cinema francês. Os filmes new wave, como Barbarella, renderam notoriedade internacional à loira, que no Brasil fez a fama da cidade de Búzios – há até uma estátua da atriz na cidade. Em 1973, ela decidiu encerrar a carreira de atriz. Desde então, Bardot dedica-se à proteção dos direitos dos animais.

J. K. ROWLING

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O que seria de nós sem Harry Potter? A saga do bruxinho alimenta a imaginação de milhões de crianças e adolescentes em todo o mundo. As aventuras de Potter, Hermione e Ron surgiram durante uma viagem de trem entre Manchester e Londres. A autora, J.K Rowling, transformou-se em uma das britânicas mais ricas do mundo em apenas cinco anos. Nada mal para quem só queria escrever um livro infantil.

CLARICE LISPECTOR

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A autora de “Perto do Coração Selvagem” era um grande enigma até para si mesma. Suas palavras profundas que refletiam a inquietude de simplesmente estar viva conquistaram admiradores em todo o mundo. Clarice foi esposa, mãe de dois filhos e uma das escritoras mais misteriosas do país.

GISELE BÜNDCHEN

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A brasileira, que é a modelo mais bem paga do mundo, revolucionou o conceito de beleza nos anos 2000. Com sua aparência saudável e natural, marcou o fim da era das modelos esquálidas e pálidas, o padrão dos anos 1990.

ANITA GARIBALDI

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A jovem Anita é uma das figuras mais marcantes da Revolução Farroupilha, a guerra pela independência do Rio Grande do Sul. Ela se tornou heroína de guerra ao conhecer o grande amor de sua vida, o italiano Giuseppe Garibaldi. Seu ímpeto pela batalha era tanto que nem o fato de ter engravidado cinco vezes a fez diminuir o ritmo. Anita Garibaldi morreu aos 27 anos, no parto de seu quinto filho, na Itália, e se tornou um exemplo de luta nos dois países.

RAINHA ELIZABETH II

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Deus salve a rainha! A letra do hino nacional do Reino Unido – e também da música mais famosa dos Sex Pistols – mostra que Elizabeth II tem uma tremenda reputação a zelar. E ela o faz com destreza há 59 anos de reinado. Mais do que ninguém, a rainha sabe o que é ter todos os seus passos seguidos por paparazzi desde o nascimento. Reservada, Elizabeth mantém a elegância e sobriedade nas cerimônias reais. Sua figura foi retratada no cinema em “A Rainha”, filme que rendeu o Oscar de melhor atriz em 2007 a Helen Mirren.

LINA BO BARDI

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Criar um símbolo que define toda uma cidade – e não qualquer cidade, a maior da América Latina – não é tarefa fácil para nenhum arquiteto. Imagine ser do sexo feminino e, ainda por cima, estrangeira. Lina Bo Bardi, a italiana que definiu a cara da Avenida Paulista ao desenhar o Masp, o fez daquela maneira para que a população pudesse continuar a admirar a vista do vale, logo abaixou do museu. O vão livre virou o palco preferido para todo tipo de manifestação na cidade.

MARILYN MONROE

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50 anos após sua morte, Marilyn Monroe ainda é lembrada pelo glamour e brilho que trouxe aos cinemas com seus estonteantes personagens.

EVA PÉRON

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No processo de aprovação da lei para permitir o voto feminino, Eva Perón, já casada com o presidente argentino Juan Perón, virou porta-voz das mulheres. Ela criou a fundação que leva seu nome – sustentada por doações e impostos – e passou a lutar pela causa das minorias. Isso a tornou popular, mas ao mesmo tempo criticada pela elite.

FRIDA KAHLO

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A artista mexicana Frida Kahlo superou um acidente que a deixou imobilizada por anos para se tornar uma das maiores pintoras de seu país. Casou com outro grande monstro da arte mexicana, Diego Rivera, um relacionamento muitas vezes explosivo, mas superou o marido já famoso com seus autorretratos cheios de carga emocional e cores fortes. A artista teve sua história contada no filme “Frida”, de 2002, cujo papel principal foi vivido pela atriz mexicana Salma Hayek.

MADRE TERESA DE CALCUTÁ

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Símbolo de generosidade e devoção, Madre Teresa dedicou sua vida a educar crianças pobres. Sua dedicação era tanta que viajou o mundo inteiro promovendo sua causa, convenceu dois papas a colaborar com suas missões e ganhou o prêmio Nobel da paz em 1979. Influente entre ricos e famosos, soube usar sua fama para alimentar suas obras de caridade, iniciando uma onda de celebridades “do bem”.

COCO CHANEL

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O século 20 trouxe muitas heroínas e libertadoras. Coco Chanel, nascida Gabrielle Bonheur Chanel, na França, também fez seu papel de heroína ao libertar as mulheres do vestuário desconfortável e pesado do século anterior, criando peças simples e extremamente elegantes, sem abrir mão do bem estar. Seu estilo se mantém inabalado há quase cem anos, à espera da próxima revolucionária da moda.

MICHELLE OBAMA

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A primeira-dama norte-americana é a nova cara de seu país: negra, estilosa e confiante, com uma carreira sólida de advogada, não se esqueceu das duas filhas, Sasha e Malia, quando seu marido virou presidente, pondo a carreira em segundo plano para cuidar das meninas. Michelle esbanja elegância – mesmo ao usar um vestido nada exclusivo, vendido a meros R$ 60 na rede de lojas H&M (na foto acima, durante a entrevista com Matt Lauer, no programa The Today Show, na NBC), provando que não é preciso ser rica para estar na moda.

FERNANDA MONTENEGRO

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A diva maior da dramaturgia brasileira não poderia deixar de figurar entre as mulheres que mais nos inspiram. Há mais de 60 anos Fernanda Montenegro vive todos os tipos de mulheres na TV, no cinema e no teatro. Cria personagens inesquecíveis e é motivo de orgulho para uma nação inteira devido à sua paixão pela arte.

MARIE CURIE

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A cientista franco-polonesa Marie Curie foi certamente uma das mentes mais brilhantes do século 20. Ela foi a primeira mulher a ganhar um Nobel. Aliás, ganhou dois: em física e química, por sua pesquisa com radioatividade no começo do século 20. E tudo isso vivendo uma história de amor (com Pierre Curie) e lutando para ser reconhecida em uma área em que os homens sofrem para atingir o êxito. 2011, aliás, foi declarado o ano de Marie Curie, na França e na Polônia.

KATE MIDDLETON

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O jeito doce de Kate Middleton fez o mundo todo compará-la com a amada princesa Diana, mãe do príncipe William, que faleceu em 1994. À espera de um herdeiro real, a Duquesa de Cambridge se firmou como ícone de moda e estilo no Reino Unido e em todo o mundo.

LADY DI

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A princesa mais carismática da história lutou por causas humanitárias, como o combate à aids, e dividiu com o mundo seu sofrimento pela traição do marido, o príncipe Charles. Diana faleceu no dia 31 de agosto de 1997, em Paris.

ZILDA ARNS

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A pediatra brasileira Zilda Arns diminuiu os índices de mortalidade infantil no país ao disseminar entre as mães a fórmula do soro caseiro. Ela fundou a Pastoral da Criança em 1983 para realizar ações de combate à mortalidade infantil, à desnutrição e à violência. Faleceu em 2010, no terremoto do Haiti.

ELIS REGINA

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Era da gaúcha Elis Regina o maior cachê musical no país nos anos 1960. Seu disco Dois na Bossa, com Jair Rodrigues, foi o primeiro álbum brasileiro a vender 1 milhão de cópias. Foi também pioneira ao registrar sua voz como instrumento na Ordem dos Músicos do Brasil.

AUDREY HEPBURN

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Tida como o rosto mais belo do cinema, a atriz consagrou a elegância simples: calça de corte masculino, gola rulê e o pretinho básico.

HILLARY CLINTON

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Ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Hillary Clinton é hoje Secretária de Estado e responsável pela política externa de seu país. Colocou a defesa dos direitos da mulher como tema da sua agenda internacional.

MARIA DA PENHA

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A brasileira lutou por 20 anos para ver preso o ex-marido, que tentou matá-la duas vezes. Por causa da demora da Justiça em condená-lo, a Organização dos Estados Americanos (OEA) puniu o Brasil por negligência à violência doméstica e recomendou a criação de uma lei para o tema, em vigor desde 2006.

JANETE CLAIR

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A mineira foi a primeira mulher a escrever novelas no país. É autora de sucessos como Irmãos Coragem (1970-1971) e Selva de Pedra (1972-1973), cujo último capítulo teve 100% de audiência no Rio de Janeiro.

BERTHA LUTZ

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Para lutar pelo nosso direito de votar, ela organizou até um vôo num aeroplano, de onde lançou folhetos sobre o Congresso Nacional, o Palácio do Catete, sede do governo federal no Rio de Janeiro, e os jornais da cidade. Bertha também teve atuação internacional, batalhando com as sufragistas nos Estados Unidos e em países latino-americanos.

DIANE VON FURSTENBERG

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Diane von Furstenberg é uma das estilistas mais influentes da atualidade. Sua história na moda começou em 1972, quando ainda era casada com um príncipe alemão, de quem manteve o sobrenome, com uma mala cheia de vestidos de jérsei que vendia a amigas. Dois anos depois ela criou o wrap-dress, ou vestido-envelope, peça icônica que se tornou sua marca registrada até hoje.

MALALA YOUSAF-ZAI

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Malala Yousafzai voltava da escola, que frequentava escondido, quando um radical islâmico do Talibã atirou em sua cabeça. O grupo é autor da absurda probição que afasta meninas da sala de aula. Ao todo, 150 escolas foram fechadas e 15 alunas queimadas com ácido. Desde 2009, Malala escrevia sobre o tema em um blog da BBC. Além de criticar, revelava o medo de não cursar medicina, seu sonho. Por sua coragem, ela ganhou o Prêmio Nacional da Paz para a Juventude em 2011.

ELIZABETH TAYLOR

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Elizabeth Taylor foi uma das primeiras megacelebridades a se engajar na luta contra a aids, depois que um amigo dela, o ator Rock Hudson, morreu, vítima da doença. Em 1991, ela criou a própria fundação de pesquisa sobre o vírus, a Elizabeth Taylor Aids Foundation.

ZUZU ANGEL

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A estilista mineira Zuzu Angel se tornou símbolo da resistência à ditadura no Brasil ao denunciar nos Estados Unidos a tortura e o sumiço de militantes que se opunham aos generais, entre eles seu filho, Stuart Angel. Zuzu morreu em 1976, num acidente de carro mal explicado, tentando encontrar o corpo de seu rebento.

MARTA VIEIRA DA SILVA

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Mulheres são craques nos campos – hoje, ninguém duvida disso. Quando a paixão nacional deu mostras de abalo, uma garota de Alagoas apareceu jogando o futebol dos sonhos de qualquer homem: Marta Vieira da Silva, da nossa seleção feminina.

Poderíamos listar mais de mil mulheres que seria pouco, grandes mulheres inspiradoras que vivem no anonimato fazendo a diferença em seus lares, na empresa onde trabalha, na rua onde mora, em sua cidade ou país.

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